Memória de rostos

  • Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

Resumen

A memória é uma importante e complexa consolidação que integra as funções cognitivas superiores. Os seres humanos são constituídos de múltiplos elementos adquiridos ao longo da sua história evolutiva, conservando, individualmente certa autonomia através de elementos que atuam no funcionamento do organismo. O desenvolvimento cognitivo, junto com a relação à quantidade de rostos que um indivíduo vê durante a vida, e com a atividade dos neurônios, gera diferenças na memória de rostos entre os indivíduos. Portanto esse estudo tem como objetivo entender através de um comparativo entre moradores de regiões menores como vilas portuguesas possuem uma maior capacidade de memorização de rostos enquanto moradores de regiões maiores e mais populosas, no Brasil, possuem menos dessa capacidade. Resultados de testes de memória realizados por diferentes autores em diferentes países mostram que as pessoas têm uma recordação significativamente maior relacionada a uma história emocional do que neutra. Com isso foi possível concluir que cidades mais populosas apresentam maiores índices de ansiedade, transtorno que altera as funções do cérebro como a amígdala cerebral e o hipocampo, aumentando a dificuldade de memorização de rostos. Além disso, o cérebro por uma questão de economia de energia, se adapta a não necessidade de memorizar rostos pois isso não nos coloca em risco de vida,  como sugere através da ansiedade, então não é uma necessidade à sobrevivência e pode ser descartado. Em relação à formação da memória de rostos, pode-se inferir que ela está associada a diferentes fatores sociais, de instrução, gênero e idade. E que esta diferença está associada primordialmente ao desenvolvimento cerebral do hipocampo, do córtex pré-frontal e à ação da amígdala e das ondas Theta.

Palabras clave: memoria, rostos, memória de rostos

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Citas

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Publicado
2022-07-20
Cómo citar
Agrela Rodrigues, F. de A. (2022). Memória de rostos. Ciencia Latina Revista Científica Multidisciplinar, 6(3), 4511-4525. https://doi.org/10.37811/cl_rcm.v6i3.2577
Sección
Artículos

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