A síndrome de Frankenstein

  • Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues

Resumen

A recente revolução digital, especialmente – mas não apenas – em suas aplicações nas mais diversas áreas, sem dúvida gera uma série de questões particulares de interesse médico, psicológico, moral e jurídico. Neste artigo, trataremos de um modo mais geral da psicologia moral, pode-se dizer, que é indicada pelas respostas ansiosas e hostis que muitas pessoas demonstram em relação à engenharia genética e outros procedimentos biológicos intervencionistas, realizando uma breve revisão de literatura acerca da síndrome de Frankenstein. Muito esforço é dedicado a educar um público desconfiado sobre a natureza e as perspectivas das inovações tecnológicas, na prespectiva de que, assim elucidados, as suspeitas e os medos serão dissipados. Para indicar a superficialidade dos diagnósticos e se preparar para um menos superficial, invoco um nome que tem sido invariavelmente invocado nos debates sobre a produção técnico-científica intervencionista durante o século que acaba de passar – o de Frankenstein. Frankenstein não intervém simplesmente na natureza, mas especificamente no processo generativo da vida (humana). Ele cria uma criatura por meios artificiais.

Palabras clave: sindrome de frankestein, tecnologia, ansiedade, quarta revolução industrial

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Publicado
2022-08-31
Cómo citar
Agrela Rodrigues, F. de A. (2022). A síndrome de Frankenstein. Ciencia Latina Revista Científica Multidisciplinar, 6(4), 2717-2732. https://doi.org/10.37811/cl_rcm.v6i4.2793
Sección
Artículos

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